Projeto Identidades inicia Ciclo 2 com atividade sobre heróis negros e novos imaginários

Projeto Identidades inicia Ciclo 2 com atividade sobre heróis negros e novos imaginários

 

 

 

Roda de conversa e oficina de ilustração acontecem no dia 29 de setembro, no Colégio Estadual Edivaldo Boaventura, em Salvador

Quem pode ser um herói? E que histórias surgem quando personagens negros ocupam o centro da narrativa? Essas são algumas das perguntas que atravessam a primeira atividade do Ciclo 2 do Projeto Identidades, que acontece no dia 29 de setembro, das 14h às 16h, no Colégio Estadual Edivaldo Boaventura, em Salvador.

Com o tema “Meu Herói vive na Cidade da Bahia”, a programação reúne estudantes do 6º e 7º ano em uma roda de conversa com o artista visual, escritor e quadrinista Chao Gizan, o arquiteto, artista visual e quadrinista Hugo Canuto e um estudante da instituição. Em seguida, Hugo conduz uma oficina de ilustração, na qual os participantes poderão transformar suas ideias em personagens e cenários.

A presença dos dois artistas aproxima os estudantes de diferentes formas de criação e representação. Chao Gizan é coautor dos quadrinhos Oxóssi, publicados nas antologias Onde Salvador floresce e Lápis cor de melanina. Já Hugo Canuto desenvolve uma pesquisa que articula mitologias, culturas e narrativas do Brasil, da África e da América Latina, traduzindo tradições ancestrais para a linguagem contemporânea dos quadrinhos.

A proposta parte do universo dos livros e das histórias em quadrinhos para pensar a construção de personagens e cenários e as relações entre identidade étnico-racial, gênero, território e aspectos socioemocionais. A partir dessas questões, os estudantes serão convidados a criar heróis e mundos nos quais corpos negros ocupem o centro das narrativas.

Mais do que pensar quem aparece como herói nas histórias que já conhecemos, a atividade abre espaço para imaginar quem pode protagonizar novas histórias e quais referências podem estar presentes nelas. A criação também dialoga com a ideia de afrofuturos, estimulando os participantes a imaginar outros mundos e possibilidades a partir de referências negras e de seus próprios territórios.

*NOVA ROTA DO IDENTIDADES*

A ação marca o início da nova rota do Projeto Identidades, iniciativa da Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo que promove gratuitamente oficinas, rodas de conversa e encontros com arte, literatura e cultura afro-brasileira e indígena.

Nesta segunda edição, o projeto amplia seu alcance e chega a sete instituições de Salvador e Região Metropolitana, com uma programação que segue até abril de 2027. Participam do Ciclo 2 o Colégio Estadual Edivaldo Boaventura, Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia, Escola Municipal Jardim das Margaridas, Colégio Estadual Evaristo da Veiga, Colégio Estadual Anfrísia Santiago, Escola Olodum e a Comunidade de Atendimento Socioeducativo (CASE) Irmã Dulce, em Camaçari.

Ao longo do ciclo, estão previstas atividades de escrita criativa, grafismo indígena, estética afro, grafite, história em quadrinhos e outras linguagens, além de uma oficina online de práticas pedagógicas afrocentradas voltada para professores e profissionais da educação.

Realizado desde 2025, o Projeto Identidades cria espaços de encontro entre juventudes, artistas, educadores e diferentes manifestações culturais, aproximando os participantes de referências ligadas à memória, ancestralidade, identidade, pertencimento e representatividade.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

Lu Leal

Formada em Comunicação Social, atuou na produção do Programa “A Bahia Que a Gente Gosta”, da Record Bahia, foi apresentadora da TV Salvador e hoje mergulha de cabeça no universo da cultura nordestina como produtora de Del Feliz, artista que leva as riquezas e diversidade do Nordeste para o mundo e de Jairo Barboza, voz influente na preservação e evolução da rica herança musical do Brasil. Baiana, intensa, inquieta e sensível, Lu adora aqueles finais clichês que nos fazem sorrir. Valoriza mais o “ser” do que o “ter”. Deixa qualquer programa para ver o pôr do sol ou apreciar a lua. Não consegue viver sem cachorro e chocolate. Ama música e define a sua vida como uma constante trilha sonora. Ávida por novos desafios, está sempre pronta para mudar. Essa é Lu Leal, uma escorpiana que adora viagens, livros e teatro. Paixões essas, que rendem excelentes pautas. Siga @lulealnews

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