FESTA LITERÁRIA DA COMUNIDADE DO FUMACÊ TRANSFORMA MANHÃ DE QUASE 300 ALUNOS COM ARTE, DANÇA E ESPERANÇA

FESTA LITERÁRIA DA COMUNIDADE DO FUMACÊ TRANSFORMA MANHÃ DE QUASE 300 ALUNOS COM ARTE, DANÇA E ESPERANÇA

 

Na Escola Municipal Lima Barreto, em Realengo, projeto com curadoria de Bruno Black reuniu danças urbanas, histórias de superação, comunidade escolar e representantes da educação em uma manhã marcada por emoção, pertencimento e esperança

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2026 — O dia 25 de setembro ficará marcado na memória da Comunidade do Fumacê, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Festa Literária da Comunidade do Fumacê, realizada na Escola Municipal Lima Barreto, proporcionou uma manhã de arte, dança, diálogo e inspiração para quase 300 alunos.

Com curadoria de Bruno Black, a programação levou para dentro da escola intervenções de danças urbanas com Joey Caruso, representando o charme, e Hórus, representando o passinho. Mais do que apresentações, os artistas compartilharam suas trajetórias, falaram sobre suas vidas, desafios e superações e mostraram aos estudantes como a arte pode abrir caminhos.

Os alunos não ficaram apenas como espectadores. Eles dançaram, aprenderam movimentos, fizeram perguntas, interagiram com os artistas e participaram ativamente de uma manhã que transformou a rotina escolar em uma grande experiência coletiva.

UMA ESCOLA QUE ABRIU AS PORTAS PARA A CULTURA

Um dos grandes diferenciais dessa edição foi o acolhimento da Escola Municipal Lima Barreto. A abertura das portas pela diretora Isa foi fundamental para que a Festa Literária da Comunidade do Fumacê pudesse ocupar aquele espaço e transformar uma manhã comum de aula em uma experiência de cultura, diálogo e inspiração.

O envolvimento do corpo docente e de toda a equipe escolar também foi primordial. Professores e profissionais da escola abraçaram a proposta, acompanharam as atividades e ajudaram a criar um ambiente de acolhimento, participação e troca.

Mais do que receber um projeto, a escola tornou-se verdadeiramente parceira da iniciativa. Essa parceria foi essencial para que os artistas pudessem chegar aos estudantes, compartilhar suas histórias, ensinar seus movimentos e construir, junto com as crianças, momentos que certamente ficarão na memória.

A diretora Isa e o corpo docente mostraram, na prática, que quando a escola abre espaço para a arte e para a cultura, ela amplia as possibilidades de aprendizagem e permite que seus estudantes tenham contato com outras referências, outras histórias e outras perspectivas de vida.

Foi esse acolhimento que ajudou a fazer daquela manhã um encontro potente entre escola, comunidade, artistas e cultura.

A PRESENÇA DA EDUCAÇÃO

A atividade também contou com uma participação especial da Secretaria Municipal de Educação, representada por Beth, presença que reforçou a importância do diálogo entre iniciativas culturais, escolas, comunidade e poder público.

A presença da Secretaria em uma ação realizada dentro do território também evidenciou a relevância de iniciativas que aproximam a política educacional das manifestações culturais vivenciadas pelas comunidades.

“QUANDO VOCÊS VOLTAM?”

Talvez a resposta mais emocionante para o impacto daquela manhã tenha vindo justamente dos estudantes.

Depois de dançarem, participarem e ouvirem as histórias dos artistas, surgiram perguntas como:

“Quando vocês voltam?”

A reação das crianças revelou que havia acontecido algo maior do que uma simples apresentação artística.

Havia encantamento.

Havia identificação.

Havia desejo de continuidade.

A escola, os professores e os estudantes já demonstram expectativa para que a Festa Literária retorne no próximo ano e continue levando suas intervenções artísticas para dentro daquele espaço.

ARTE COMO RESPIRAÇÃO E ESPERANÇA

Em comunidades onde crianças e jovens convivem diariamente com diferentes desafios sociais, levar cultura para dentro da escola significa criar espaços de respiro.

A Festa Literária da Comunidade do Fumacê parte justamente dessa compreensão: a cultura não deve ser um acontecimento distante do território, mas uma presença capaz de dialogar com quem vive nele.

Quando um artista entra em uma escola e conta que também enfrentou dificuldades, mas encontrou na arte um caminho, aquela história pode se transformar em uma possibilidade para quem está ouvindo.

Quando uma criança dança, pergunta, participa e se reconhece naquele espaço, a atividade deixa de ser apenas uma programação cultural.

Ela passa a ser memória.
Passa a ser pertencimento.
Passa a ser esperança.

Durante a atividade, professores também compartilharam o quanto é importante trazer a arte para dentro da escola e proporcionar aos estudantes a oportunidade de enxergar a vida por outros olhares.

Essa é uma das forças de projetos como a Festa Literária da Comunidade do Fumacê: criar encontros capazes de ampliar horizontes e mostrar que o território também é lugar de criação, talento, conhecimento e possibilidades.

UM PROJETO QUE PRECISA CONTINUAR

A continuidade de projetos como a Festa Literária da Comunidade do Fumacê depende de apoio, incentivo e articulação entre comunidade, artistas, escolas, instituições e poder público.

Não se trata apenas de realizar um evento.

Trata-se de investir em vidas, imaginação, autoestima, educação e futuro.

A manhã na Escola Municipal Lima Barreto mostrou que existe público, existe talento e existe desejo de continuidade. As crianças pediram que os artistas voltassem. Os professores defenderam a importância da arte. A direção abriu as portas. O corpo docente acolheu. A Secretaria Municipal de Educação esteve presente. E a comunidade abraçou a iniciativa.

Agora, fica o desafio de transformar essa emoção em continuidade.

Porque quando a cultura chega à escola, ela não entrega apenas uma apresentação.

Ela pode entregar uma nova maneira de uma criança imaginar o próprio futuro.

FESTA LITERÁRIA DA COMUNIDADE DO FUMACÊ

Idealizada por Bruno Black, a Festa Literária da Comunidade do Fumacê nasceu com a proposta de aproximar literatura, arte, educação e comunidade, valorizando diferentes expressões culturais e criando oportunidades de encontro dentro do território.

A edição realizada na Escola Municipal Lima Barreto reforça uma mensagem essencial:

A periferia também é território de cultura, criação, talento e transformação.

E quando a escola abre suas portas para a arte, toda a comunidade respira junto.

Realizada em 25/09/2026

Lu Leal

Formada em Comunicação Social, atuou na produção do Programa “A Bahia Que a Gente Gosta”, da Record Bahia, foi apresentadora da TV Salvador e hoje mergulha de cabeça no universo da cultura nordestina como produtora de Del Feliz, artista que leva as riquezas e diversidade do Nordeste para o mundo e de Jairo Barboza, voz influente na preservação e evolução da rica herança musical do Brasil. Baiana, intensa, inquieta e sensível, Lu adora aqueles finais clichês que nos fazem sorrir. Valoriza mais o “ser” do que o “ter”. Deixa qualquer programa para ver o pôr do sol ou apreciar a lua. Não consegue viver sem cachorro e chocolate. Ama música e define a sua vida como uma constante trilha sonora. Ávida por novos desafios, está sempre pronta para mudar. Essa é Lu Leal, uma escorpiana que adora viagens, livros e teatro. Paixões essas, que rendem excelentes pautas. Siga @lulealnews

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