Fundação Gregório de Mattos e Secult Salvador apresentam: A VIDA É UM CABARÉ! Um espetáculo da Cia Baiana de Patifaria – Estreia 31 de julho de 2026

Fundação Gregório de Mattos e Secult Salvador apresentam:  A VIDA É UM CABARÉ!  Um espetáculo da Cia Baiana de Patifaria – Estreia 31 de julho de 2026

Foto: Ronald Santana

A Companhia Baiana de Patifaria abre as celebrações de seus 40 anos nos palcos, produzindo A VIDA É UM CABARÉ!, décima e nova montagem de sua história, com estreia agendada para 31 de julho de 2026, no Teatro Sesi Casa Branca. O projeto foi contemplado no edital Chamadão das Artes Cênicas, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Prefeitura de Salvador.

Com dramaturgia assinada por Vini Morais e Lelo Filho (a mesma dupla que criou Siricotico, outra montagem da trupe), A VIDA É UM CABARÉ! é uma comédia musicada, que dá continuidade ao trabalho de pesquisa de uma trupe que sempre tratou de assuntos do dia a dia, gerando reflexão sobre o que acontece à nossa volta, através do riso. O espetáculo somará o humor da Cia à música, ao canto, para refletir sobre a ambição em contraponto ao poder da arte nos bastidores de um teatro prestes a fechar as portas, e retratar a difícil vida de quem se dedica a essa Arte, mas resiste.

Como pano de fundo, a história de duas irmãs, atrizes/cantoras, Dalva (homenagem a Dalva de Oliveira) e Dolores (homenagem a Dolores Duran), que herdam dos pais, o Teatro Pindorama, numa província chamada Utopia. O conflito se instala quando descobrem que, junto com o Teatro já decadente, herdaram muitas dívidas também. Com temperamentos bem diferentes, mas explosivos, diante do endividamento decidem tentar conquistar mais público, remontando a peça A VIDA É UM CABARÉ, do repertório do Teatro herdado. A linguagem e a estética a serem utilizadas se inspiram em referências de Bertolt Brecht e Kurt Weil, de filmes como Cabaret e Chicago e séries como Feud, mas inserindo o cancioneiro brasileiro de vários períodos.

O “cabaré” da Cia Baiana de Patifaria é uma alegoria sobre aceitar as diferenças, uma fábula sobre as fraquezas humanas e sobre o poder de transformação que a Arte provoca, quando artistas, em seus dilemas, sempre buscam meios de reverter a crise em dias melhores. A história se passa num lugar fictício chamado Utopia, onde a Arte é livre, em oposição à província vizinha chamada de Distopia, onde os Artistas não são bem vistos e há censura. Em Utopia, o Teatro sempre funcionou como um bunker, um refúgio, lugar em que a Arte salvava, do tédio e do medo, aqueles que ali frequentavam mas que, com o passar do tempo, foi perdendo seu público. A direção é assinada por Daniel Marques, que foi assistente do saudoso mestre Harildo Déda. O elenco, formado pelos atores Rodrigo Villa, Maurício Martins, João Victor Sobral, Daniel Marques e Lelo Filho (que é coautor do texto e da concepção original do espetáculo). O figurino de Maurício Martins, tem como modelista Lina Lemos. A direção musical de Luciano Salvador Bahia terá instrumentos percussivos gravados, misturando uma sonoridade brasileira e música de cabaré. A preparação vocal de Manuela Rodrigues. A cenografia de Maurício Pedrosa focará em dois camarins onde tudo acontece. A iluminação será de Eduardo Tudella. O design gráfico é assinado pela Bamboo Editora. As fotos são assinadas por Paulo Telles.

SINOPSE

O que significa para o grande público o fechamento de um Teatro? E para o Artista? Essas perguntas deram início à criação do projeto A VIDA É UM CABARÉ! O público se alimenta simbolicamente do que é produzido e apresentado por um Teatro. O Artista sobrevive do que produz e apresenta e quando um Teatro fecha as portas, para ele isso ganha uma outra dimensão. Será menos um palco para alcançar esse fim. A Cia Baiana de Patifaria se debruça sobre um texto que utiliza recursos da comédia de erros e quiproquós para falar sobre o assunto.

Os moradores de Utopia temem que a censura e o caos crescentes em Distopia, província vizinha, cheguem até eles. Por lá, livros são tirados das bibliotecas ou queimados, peças de teatro são tiradas de cartaz e artistas são perseguidos. As gêmeas Dalva (interpretada pelo ator Lelo Filho) e Dolores (interpretada pelo ator Rodrigo Villa) se descobrem super endividadas quando são informadas sobre o resultado do inventário dos pais: deixaram como herança, o Teatro Pindorama e, com ele, muitas contas a pagar. Como as duas irmãs vivem às turras e duelam todo tempo sobre quem faz mais sucesso ou chama mais atenção do público de Utopia, acabam sendo convencidas pela camareira de longa data da família, Madame Petúnia (interpretada pelo ator Maurício Martins), que só resolverão o problema se se unirem no mesmo objetivo: tirar o Teatro do buraco usando seus talentos, mas JUNTAS! A tensão cresce com a chegada da jovem e misteriosa Elizeth (interpretada pelo ator Daniel Marques, também diretor), uma artista fugida de Distopia, e quando Jatobá Cansanção interpretada pelo ator João Victor Sobral), um rico empresário da província vizinha, aparece querendo quitar as dívidas, comprar o teatro e fingir reformá-lo, quando realmente tem outros tenebrosos planos.

CIA BAIANA DE PATIFARIA, 40 ANOS NOS PALCOS!

No dia 11 de junho de 2026, a Cia Baiana de Patifaria deu início à comemoração de 4 décadas nos palcos e, até então, 9 peças no repertório (Abafabanca, A Bofetada, Noviças Rebeldes, 3em1, A Vaca Lelé, Capitães da Areia, Siricotico, Fora da Ordem e Fanta & Pandora).  A décima montagem da trupe, A VIDA É UM CABARÉ!, é um espetáculo sobre a resistência das pessoas das Artes frente às dificuldades do ofício, mais precisamente o universo do Teatro. E nunca é demais dizer que, mais uma vez, a trupe da Cia Baiana se dedica a um projeto destinado a todas as idades, sendo recomendado pra toda família  crianças a partir de 10 anos.

SERVIÇO:

O QUE: Estreia da comédia A VIDA É UM CABARÉ!

QUANDO: Estreia dia 31 de julho de 2026.

Temporada às SEXTAS e SÁBADOS às 20h.

ONDE: no Teatro SESI Casa Branca, Sala Letieres Leite, Av. Caminho de Areia, 1454. Largo do Papagaio, Cidade Baixa.

A Companhia Baiana de Patifaria foi contemplada no edital Chamadão das Artes Cênicas, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Prefeitura de Salvador.

O teatro dispõe de acessibilidade arquitetônica e o espetáculo terá audiodescrição e tradução em Libras em todas as sessões de 31/07 a 29/08.

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Vini Morais e Lelo Filho

Concepção Original: Lelo Filho

Direção : Daniel Marques

Direção Musical: Luciano Salvador Bahia

Elenco: Lelo Filho, Rodrigo Villa, Maurício Martins, João Victor Sobral e Daniel Marques

Figurino: Maurício Martins

Assistente de Figurinos e Adereços: Tata Ayo

Modelista: Lina Lemos

Costura Figurinos: Lina Lemos, Mauricio Martins, Tata Ayo, Terezinha Rocha e Dedeu

Perucas: Mauricio Martins, Luís Claudio Vasconcelos

Maquiagem: Marie Thauront

Adereços: Mauricio Martins, Mauricio Pedrosa e Diogenes Neto

Cenografia: Daniel Marques, Lelo Filho, Marcos Motta e Maurício Pedrosa

Execução do Cenário Ateliê Cenográfico Mauricio Pedrosa

Assistente de Cenografia: Débora Albuquerque

Marcenaria:  Gringo Freitas

Serralharia: Adriano Passos e Claudio Vieira (Tomate)

Elétrica: Maria Carla

Costura Cenográfica: Ana Lúcia Lima

Design de Luz: Eduardo Tudella

Design Gráfico: Bamboo Editora

Preparação vocal:  Manuela Rodrigues

Fotografia: Paulo Telles e Ronald Santana

Videomaker: Allan Cris

Assistência Coreográfica e Movimento: Barbara Barbará

Assessoria de Comunicação: Doris Pinheiro

Acessibilidade Comunicacional (Audiodescrição e Libras): Acessu – Acessibilidade Universal

Consultoria de Acessibilidade: Wolney Almeida

Produção Executiva e Administração: Marcos Motta

Assistente de Produção:  Rita Valerio

Direção de Produção:  Cia Baiana de Patifaria

 

Lu Leal

Formada em Comunicação Social, atuou na produção do Programa “A Bahia Que a Gente Gosta”, da Record Bahia, foi apresentadora da TV Salvador e hoje mergulha de cabeça no universo da cultura nordestina como produtora de Del Feliz, artista que leva as riquezas e diversidade do Nordeste para o mundo e de Jairo Barboza, voz influente na preservação e evolução da rica herança musical do Brasil. Baiana, intensa, inquieta e sensível, Lu adora aqueles finais clichês que nos fazem sorrir. Valoriza mais o “ser” do que o “ter”. Deixa qualquer programa para ver o pôr do sol ou apreciar a lua. Não consegue viver sem cachorro e chocolate. Ama música e define a sua vida como uma constante trilha sonora. Ávida por novos desafios, está sempre pronta para mudar. Essa é Lu Leal, uma escorpiana que adora viagens, livros e teatro. Paixões essas, que rendem excelentes pautas. Siga @lulealnews

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